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RDC 15 exige rastreabilidade e a tecnologia finalmente tornou isso simples

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A segurança do paciente começa muito antes da sala cirúrgica. Ela começa no momento em que um instrumental é recebido, lavado, inspecionado, embalado e esterilizado e depende diretamente de um controle rigoroso sobre cada etapa desse processo. Trabalho com processamento de produtos para a saúde há anos e posso afirmar com segurança: a maior vulnerabilidade das CME`S brasileiras ainda é a rastreabilidade. O que a RDC 15 determina e por que ainda é ignorada? Em 15 de março de 2012, a ANVISA publicou a Resolução RDC nº 15, estabelecendo as boas práticas para o processamento de produtos para a saúde. Entre suas exigências centrais está a rastreabilidade completa de cada artigo processado, registros de lote, operador, equipamento, data e resultado dos testes de qualidade, mantidos por no mínimo 5 anos. A norma também é clara quanto à responsabilidade, pois o serviço de saúde responde solidariamente por danos causados ao paciente, mesmo quando o processamento é terceirizado. Sem rast...

Por que a CME moderna exige governança tecnológica

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  Há mais de 20 anos eu trabalho com CME. Vi a área sair de um setor esquecido nos fundos do hospital para se tornar uma das estruturas mais críticas da assistência moderna.  Mas também vi algo que me preocupa até hoje. "A maioria das CMEs ainda opera como se estivéssemos em 2005". Planilha Excel... Etiqueta impressa.. Checklist em papel... Auditoria manual que consome horas... Diretoria que não sabe o que acontece ali dentro... E o pior, isso não é descuido. É falta de clareza sobre o que a governança tecnológica pode fazer por uma CME. Este artigo foi escrito para mudar isso. O que é governança tecnológica em CME? Governança tecnológica não é comprar um software. É transformar a operação da CME em um processo controlado, rastreável, auditável e orientado por dados. Ela responde três perguntas que toda instituição precisa saber: O que foi processado? → rastreabilidade Como foi processado? → controle de processo Quem é responsável? → evidência e conformidade Sem r...

A CME mudou e a gestão dela também precisa mudar.

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Durante muito tempo, a Central de Material e Esterilização foi conduzida com uma lógica quase exclusivamente operacional. O foco estava em fazer o setor funcionar. Receber os materiais, executar a limpeza, preparar, esterilizar, armazenar e devolver dentro da rotina esperada. Em muitos serviços, isso parecia suficiente. Se o fluxo acontecia, entendia-se que a CME estava cumprindo seu papel. "Mas esse tempo ficou para trás". A verdade é que a CME de hoje já não pode mais ser enxergada apenas como um setor que processa materiais. Ela passou a ocupar um espaço muito mais crítico dentro da segurança assistencial, da conformidade sanitária, da rastreabilidade institucional e da própria governança dos serviços de saúde. E quando a responsabilidade aumenta, a forma de gerenciar também precisa evoluir. Não basta mais fazer o processo girar Esse é um dos grandes pontos da CME contemporânea,fazer o processo acontecer já não é o bastante. O setor precisa, além de executar, provar ...

Qualificação de Desempenho de Autoclave. O que todo gestor de CME precisa saber e fazer.

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                                     Falar de qualificação de desempenho em autoclaves não é falar apenas de protocolo, formulário ou cumprimento documental. É falar de  segurança do processo ,  confiabilidade operacional  e  proteção real ao paciente . Na prática, validar uma autoclave não é apenas “ter um laudo”. É demonstrar, com evidência técnica, que o equipamento entrega de forma reprodutível as condições necessárias para que o processo de esterilização aconteça com segurança, uniformidade e rastreabilidade. Por isso, o gestor da CME não pode assumir um papel passivo diante desse processo. Ele não deve ser apenas quem arquiva relatórios ou assina documentos. Deve atuar como  garantidor técnico da biossegurança , compreendendo o que foi testado, como foi testado, quais resultados foram obtidos e se eles realmente sustentam a liberação do equipamento para uso...

Teste Bowie&Dick. O que realmente estamos avaliando diariamente nas autoclaves com pré-vácuo?

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O teste Bowie&Dick é um dos controles mais importantes da rotina de esterilização por vapor saturado sob pressão em esterilizadores assistidos por bomba de vácuo. Embora amplamente conhecido e executado diariamente em muitos serviços, ainda é comum que sua análise seja tratada de forma superficial, como se fosse apenas uma etapa protocolar de liberação do equipamento. Porém, o Bowie&Dick não deve ser interpretado como um simples teste visual. Ele é na prática, um ensaio de verificação do desempenho do sistema de remoção de ar e da capacidade de penetração uniforme do vapor em uma carga porosa padronizada, simulando uma condição crítica para o processo. Qual é a finalidade real do Bowie&Dick? A função central do teste é avaliar se o esterilizador está conseguindo remover adequadamente o ar da câmara e permitir a penetração homogênea do vapor no pacote-teste. Em esterilizadores com pré-vácuo, essa etapa é crítica, porque a permanência de ar residual compromete diretamente...